quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024
Amor Líquido ou Sólido? (Reflexões filosóficas sobre o amor)
terça-feira, 13 de fevereiro de 2024
(A)deus
Foi no dia que te
disse adeus que me senti menos deusa.
...
Foi quando ficou a
flor da pele a dualidade que sou:
alegria e choro, dor e
êxtase.
Foi no dia que
fiquei nua diante de ti
como nunca tinhas me
visto!
Despida de mim
percebi a necessidade de sentir-se especial, aqui
Vi meu ego
Foi quando imersa em
mim na superfície rasa,
com gozo e choro na
mesma intensidade
manifestando-se como
força das entranhas
Assim: no gemido
junto com o choro,
nas profundezas e na
delicadezas do que sou, aqui
Vi meu ego
Foi na relação com a
dor
que acessei o que
nunca havia olhado:
a superioridade
que existia pela crença de ser melhor, aqui
Vi meu ego
Foi no momento de um
discurso profano
que percebi a
proporção do sofrimento
causado pelo silêncio que te escondeu
e pelo meu silêncio que não
quis saber, aqui
Vi meu ego
Foi quando disse
adeus que
do sentir
expansivo percebi
que meu pensamento estreito e torto convenceu-me
de que eu tinha algo para lhe ensinar, aqui
Vi meu ego
...
No adeus reconheço a
pequenez que sou
e a grandeza que é o amor!
domingo, 27 de março de 2022
A descoberta de si mesma através da maternidade
Existem diferentes
maneiras de se viver a maternidade. Para muitas mulheres a maternidade pode se
tornar um peso, para outras ser benção, para outras desafiadora e gratificante
... eu vivo ela como um caminho de autodescoberta.
Quando nasce uma
criança também nasce uma mãe e com isso a oportunidade dela conhecer e
descobrir a si mesma. Para isso acontecer é preciso que a mãe olhe para si,
preste atenção em si, perceba o que está se passando nela enquanto se relaciona
com a criança.
O puerpério, esse
período delicado e sensível vivido pela mãe, pode ser, por exemplo, um tempo em
que a mãe pode conhecer a si mesma ao tomar consciência das suas sombras. As
sombras são os medos, pensamentos e crenças que carregamos conosco porém ficam
guardados nos porões da mente (subconsciente). Elas afloram nesse período de
sensibilidade e revelam muito a respeito do que somos no âmbito das emoções e
dos pensamentos.
Entretanto, se você não
conseguiu perceber, tomar consciência ou iluminar as suas sombras no período do
pós-parto, isso não quer dizer que não vai mais ter a chance de se conhecer na
maternidade.
A relação ente mãe e o
filh@ é por toda vida, então, em qualquer etapa da sua vida você pode por meio
da relação com seu filho conhecer mais de você mesma. Um filh@ é um espelho e
reflete muito do que somos, o que se precisa é ter a sensibilidade para
perceber e coragem para admitir isso.
Além disso, um filho
faz a gente entrar em contato como nossa criança interior, a criança que
outrora fomos e que foi ferida, reprimida, oprimida, limitada, incompreendida.
Por exemplo, o choro do nosso filho pode causar incomodo e irritação porque é a
nossa criança que não foi acolhida e compreendida. Outro exemplo, a exclusão
que um filho pode sofrer em um brincar livre e inocente, dói na mãe porque, na
verdade, é a criança que ela foi que sofreu exclusão.
Quando olhamos para
isso, começa um processo de cura e libertação que nos aproxima da nossa
essência. O filh@ nos faz ter contato com a nossa criança interior ferida, mas
também nos mostra que já fomos a criança alegre, leve, divertida, amorosa que
ele é. Ou seja, nos lembra da nossa natureza (essência) divina.
Na maternidade, é possível acessar nossas sombras assim como é possível acessar a nossa criança interior oprimida e ferida bem como a criança divina que carregamos dentro.
A maternidade,
portanto, é um caminho que ajuda a se conhecer e se aperfeiçoar como pessoa
(ego) e como humana. É um dos caminhos que conduz ao encontro de nós mesmas, ao
descobrimento da nossa essência divina, mas esquecida com o passar do tempo.
Ela é um caminho, mas não o único. Cabe a cada uma de vocês encontrar o seu caminho de autodescoberta, cura e aperfeiçoamento de si para assim reconhecer quem de se é de verdade e viver uma vida mais leve, feliz e harmoniosa com os filhos.
Quando se começa a
conhecer mais de nós mesmas, a descobrir quem de fato nós somos, iniciamos um
caminho espiritual.
terça-feira, 21 de setembro de 2021
O segredo por trás da filosofia autêntica
A filosofia que se faz por aí, academicamente, em geral, se resume a uma teoria que não leva em conta a parte prática, quer dizer, é um pensamento crítico, reflexivo, argumentativo que acontece sem a prática do conhecimento de si. O autoconhecimento, no entanto, é parte essencial da filosofia em sua origem e, igualmente, da filosofia dos grandes pensadores da história.
Então, a próxima vez que você ouvir falar em filosofia você vai lembrar que ela é muito mais do que teoria, ela também é uma atividade relacionada ao conhecimento do pensador em relação a si mesmo. A filosofia originária e autêntica possui, portanto, um âmbito prático (práticas sobre si mesmo) e o âmbito do pensar (o lado teórico-intelectual).
quarta-feira, 31 de março de 2021
Cambio de perspectiva
A maior mentira que nos contaram até hoje é a de que vivemos separados de todo o resto. Fomos domesticados na crença de que somos uma parte separada do que nos rodeia: os outros, a natureza, dos acontecimentos do mundo.
Separatividade e superioridade da nossa vida é o que sentimos em relação aos demais seres e, por isso, seguimos explorando (usando) uns aos outros e sendo agressivos com a natureza.
A pandemia é uma reflexo desse tipo de mentalidade. O covid-19 é um contra-ataque ao modo de vida que criamos, que está baseado em uma exploração e devastação do sistema da vida.
A pandemia gripal veio como uma consequência mas, ao mesmo tempo, é uma oportunidade para dar um outro rumo para a educação. Isso, porém, depende de um cambio (mudança) de perspectiva.
Cambiar significa reconhecer que tudo é relação, isto é, que existe uma interdependência de tudo com tudo e todos com todos. Isso já é comprovado na física quântica, agora, resta levar esse conhecimento cientifico para a nossa vida.
Só depois que mudamos a nosso modo de perceber o mundo a nossa volta é que podemos levar essa mudança para a educação dentro e fora de casa.
O desafio da educação pós-pandemia é exatamente construir esse senso de interdependência global e mostrar que disso depende a manutenção de toda a vida que existe a da terra e, inclusive, da própria terra enquanto um organismo vivo.
🎨@raangul
domingo, 28 de março de 2021
Fantasia da separatividade
Dizem que Descartes
é o inventor do dualismo:
Corpo versus alma
Matéria versus espírito
Eu diverso do objeto
Eu reverso da natureza
Razão versus experiência
Exterior versus interior
Sujeito separado do mundo
....
Sujeito racional
Sujeito linguístico
Sujeito cognoscente
Temporal e perspectivista
Sujeito de consciência
Husserlianamente,
Consciência intencional
Consciência de alguma coisa
do outro e do mundo
Consciência que
ao voltar-se para si
Silencia o pensamento
Torna-se testemunha
Uma consciência sem mundo
Consciência
Do sujeito que é o mundo
sexta-feira, 12 de março de 2021
PANDEMIC: vida e morte
Há pavor nos rostos
A morte bate na porta da vizinhança
Bate lá, acolá e poderá bater aqui
Teme-se
É o medo do fim
Mas o fim não está aí,
onde há vida?
Não é seu complemento?
Vivemos esquecidos da unidade ente vida-morte
...
Estes nossos dias são de morte
O campo predileto
de atenções e meditações dos estudiosos.
Hoje, outra vez, ela é o centro
Por isso, aproxima-te
Convida-a para uma conversa
Fausto já fez isso, agora
Façamos nós.
Sem temer, olhe para ela
O que vês? O fim?
Isso é questão de crença?
Ou de perspectiva?
...
O que é a morte?
A crença vai te dizer que a morte, não é a morte
Afinal, a vida continua em outro plano ...
Ou não.
A mudança de perspectiva vai dizer que
nada é separado de nada.
Onde uma está (é), a outra se esconde
A vida não é sem a morte
Isso se repete por milhares de anos ...
O eterno retorno do mesmo
O espírito da VIDA
E, se partires, agora
Ainda retornarás como VIDA
De outra forma
Em outro corpo, em outro agora ...
Então, por que temer?











